Tiago Cruz no Top-10 3 portugueses passam CUT Oliver Fisher comanda

O Portugal Masters de 2019 chega a meio da prova com um cheirinho da edição de 2018. Tal como há um ano, o líder é o inglês Oliver Fisher e também com o mesmo resultado de 130 pancadas, 12 abaixo do Par do Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.

Semelhanças incríveis, mas uma das diferenças é que o profissional de 31 anos partilhava o comando em 2018, enquanto nesta sexta-feira (hoje) fixou-se isolado na frente, com 1 pancada de vantagem sobre o sul-africano Justin Walters (voltas de 65 e 66) e o sul-coreano Wang Jeunghun (66+65).

Outra distinção é que no segundo dia do torneio de 2018 Fisher estabeleceu um recorde do European Tour, ao fazer uma volta em 59 pancadas, depois das 71 no primeiro dia. Desta feita foi mais estável com dois cartões de 65.

«Na semana passada já tinha jogado bem no Open de França e o meu driving até esteve melhor. Aqui também joguei bem, mas hoje estou feliz com este 65 e estou ansioso pelo fim de semana, porque o vento de sudoeste de hoje fez com que fosse traiçoeiro ‘rivar», disse Fisher que está no Algarve a lutar pela manutenção no European Tour.

Quem também está a tentar sobreviver na primeira divisão do golfe profissional europeu é Ricardo Melo Gouveia. Depois de quatro épocas consecutivas no European Tour, o 167.º classificado na Corrida para o Dubai tem a sua permanência em risco. Para terminar a época necessita de vencer em Vilamoura e não exclui esse cenário.

«O objetivo é ganhar o torneio porque é a única maneira de garantir o cartão antes da Esacola de Qualificação. Se não consegui-lo irei procurar o melhor resultado possível. Acho que com um top-5 conseguirei passar à Final da Escola. Vou tentar não pensar nesses fatores que não estão no meu controlo e deixar que o meu jogo continue a melhorar», declarou o português residente em Londres que, de facto, melhorou bastante de um dia para o outro e passou o cut pela sétima vez nos últimos oito anos, um recorde nacional.

O atleta olímpico português tinha feito 1 pancada abaixo do Par na quinta-feira e na sexta-feira andou uma boa parte do dia no top-20 da classificação com um agregado de 5 abaixo do Par. Ao terminar com 1 bogey no buraco 9 chegou a meio da prova no grupo dos 29.º classificandos entre 126 jogadores, quando na véspera era 57.º. Uma segunda ronda em 68 pancadas, 3 abaixo do Par, deixou-o com um total de -4, empatado com outros cinco jogadores.

Depois de ter sido 5.º em 2017 e 7.º em 2018, sabe que um top-10 não é impossível. Para já foi esta subida ao top-30. Se o torneio acabasse agora, iria subir na Corrida para o Dubai para o 164.º lugar, muito longe do top-145 de que necessita para ir à Final da Escola. Mas se não consegui-lo, não será nenhum drama, pois, como ele próprio explicou, «em último caso há sempre a hipótese de ir à Segunda Fase da Escola de Qualificação do European Tour».

É essa, por exemplo, a situação de Pedro Figueiredo, o outro português que em 2019 militou no European Tour, mas que falhou hoje o cut no 114.º lugar, com 149 pancadas, 7 acima do Par, após voltas de 73 e 76. “Figggy” já pensa em «uma semana de treinos para recuperar a forma» e entrar em grande na Segunda Fase da Escola de Qualificação, onde já estão Tomás Melo Gouveia, Tomás Bessa e Tomás Santos Silva, depois deste trio ter superado a Primeira Fase da Escola, no início deste mês, no Bom Sucesso, em Óbidos.

Tomás Bessa (+1) e Tomás Melo Gouveia (+4) falharam hoje o cut no Portugal Masters, depois de segundas voltas, recpectivamente, de -2 e +3. Em contrapartida, Tomás Santos Silva protagonizou uma grande recuperação. Era 87.º aos 18 buracos, com 1 pancada acima do Par e subiu ao grupo dos 51.º com 2 abaixo, graças a uma segunda volta de 68 (-3).

«No ano passado tinha sido ao contrário, pois falhei o cut depois de ter feito -3 no primeiro dia», disse o bicampeão nacional, que passou pela segunda vez o cut no Portugal Masters, repetindo o sucesso de 2015, quando era ainda amador.

Mas se Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva contribuíram decisivamente para que Portugal tenha apenas pela segunda vez em 13 anos três jogadores apurados para o fim de semana – depois de Ricardo Santos, Pedro Figueiredo e o mesmo Melo Gouveia em 2012 –, é preciso dizer que a grande figura nacional está a ser o inesperado Tiago Cruz.

O antigo bicampeão nacional está a terminar uma época aquém do que nos habituou e no Portugal Masters só por uma vez tinha passado o cut, exatamente na primeira e longuínqua edição de 2007. Nada fazia prever estas voltas de 69 e 66 pancadas, que colocam-no pela primeira vez na sua carreira (em 12 participações) no top-10 do Portugal Masters, com 135 pancadas, 7 abaixo do Par, no 9.º lugar, emptado, entre outros, com o duplo campeão do mais importante torneio português, o inglês Tom Lewis (também 69+66).

«Não tenho estado a jogar muito bem e até decidi não inscrever-me este ano na Escola de Qualificação. Vim para aqui sem expectativas, mas o meu jogo está aqui. Bati bem na bola, “patei” bem e estou feliz», disse o profissional do BiG que chegou a andar no top-5 do torneio com -8, mas perdeu pancadas nos buracos 16 e 17, antes de recuperar com 1 fabuloso e raro chip-in no 18. «Falhei a segunda pancada à direita, mas o meu caddie, o Luís, disse-me para confiar em mim que iria fazer um chip-in e foi isso que fiz», explicou. Note-se que as 66 pancadas (-5) de hoje igualam o melhor resultado de sempre de Tiago Cruz na competição.

Dos restantes dez portugueses, João Carlota poderia ter feito história se houvesse um quarto golfista nacional a passar o cut. O jogador do grupo Dom Pedro esteve bem, mas perdeu 4 pancadas no buraco 14 por ter ido duas vezes à água e falhou o cut por 4, com um total de +2. Miguel Gaspar também foi eliminado com +4 e os amadores Daniel da Costa Rodrigues (+3) e Pedro Silva (+7) também ficaram pelo caminho mas mostraram aspetos positivos aos 17 anos.

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GABINETE DE IMPRENSA DO PGA EUROPEAN TOUR NO PORTUGAL MASTERS