PGA de Portugal felicita "Figgy" e recorda que há mais portugueses

José Correia, o presidente da PGA de Portugal, felicitou Pedro Figueiredo por ter-se tornado no quinto português, na história do golfe nacional, a garantir o cartão  para o European Tour, depois de Daniel Silva (vencedor da Escola de Qualificação em 1990), Filipe Lima (ao ganhar um torneio do European Tour em 2004), Ricardo Santos (via Challenge Tour em 2011) e Ricardo Melo Gouveia (ao sagrar-se n.º1 do Challenge Tour em 2015).

 

«É com enorme satisfação e orgulho que vemos o Pedro Figueiredo chegar ao European Tour», disse à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, o líder da associação dos golfistas profissionais portugueses, que é também, desde este ano, membro da Direção da Federação Portuguesa de Golfe, com o pelouro do departamento profissional.

 

José Correia é igualmente o promotor do Portugal Pro Golf Tour, o circuito internacional que todas as épocas se realiza entre novembro e maio, com mais de duas dezenas de torneios, de 10 mil euros em prémios monetários cada um. Ora foi neste circuito que Pedro Figueiredo preparou o assalto ao Challenge Tour de 2018, vencendo mesmo um dos torneios em abril, o Royal Obidos Classic.

O presidente da PGA de Portugal não se esqueceu desse detalhe quando declarou: «Esta época foi muitíssimo longa para o Pedro. É o resultado de um grande empenho e dedicação. O Pedro é um atleta exemplar e merece estar no topo juntamente com Ricardo Melo Gouveia».

«A PGA de Portugal terá a sua representação reforçada em 2019, com o Pedro Figueiredo e o Ricardo Melo Gouveia, mas gostaria de deixar aqui, via Record, uma palavra de apoio aos jogadores que ainda podem juntar-se a ambos. Temos quatro jogadores neste momento na Segunda Fase da Escola de Qualificação, na luta por um lugar no European Tour, e este feito do Figgy poderá ser motivação extra», acrescentou.

Com efeito, quando vamos a meio dessa Segunda Fase, Tiago Cruz é 21.º classificado (-6) em Madrid, com voltas de 68 e 70 ao campo de El Encin, onde o ex-futebolista Luís Figo costuma jogar, enquanto Tomás Silva é 36.º (-4) com duas rondas de 70.

Já em Alicante, Ricardo Santos ascendeu ao 12.º lugar (-5), com cartões de 70 e 67 ao campo de Las Colinas, enquanto no percurso de Alenda, também em Alicante, João Carlota é 50.º (+1), após jornadas de 73 e 72.

Qualquer um destes quatro portugueses pode ainda passar à Final da Escola de Qualificação do European Tour, para a qual se apurou diretamente Filipe Lima.

«Não podemos deixar de felicitar Filipe Lima pela sua prestação nesta Grande Final do Challenge Tour. Um honroso 6.º lugar que, infelizmente, não foi suficiente para atingir o objetivo de regressar ao European Tour. No entanto, como referi, a época ainda não terminou, ainda temos a Final da Qualifying School, que irá premiar os que nessa semana estiverem melhor com acesso à alta-roda do golfe europeu», sublinhou José Correia.


O máximo de membros efetivos que Portugal teve numa mesma temporada no European Tour foram dois, primeiro com Ricardo Santos e Filipe Lima e depois com Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima.

A presença garantida de Ricardo Melo Gouveia e Pedro Figueiredo em 2019 já iguala esse recorde nacional, mas é bem possível que possam figurar pela primeira vez três portugueses na primeira divisão europeia, dado haver ainda cinco jogadores na Escola de Qualificação. 

«Não restam dúvidas de que o golfe profissional em Portugal está em clara ascensão. Estamos representados em todos os circuitos e ligas europeias (European Tour, Challenge Tour, Pro Golf Tour, Alps Tour, Portugal Pro Golf Tour) e devemos estar atentos para reforçar o apoio a estes jovens atletas», concluiu José Correia, que é também o gestor do Team Portugal.

O Team Portugal é um programa conjunto da PGA de Portugal e da Federação Portuguesa de Golfe, de acompanhamento a jovens atletas que fazem a transição do estatuto amador para o profissional.

Mais recentemente, o Comité Olímpico de Portugal, via FPG, atribuiu também uma bolsa olímpica a Filipe Lima e Pedro Figueiredo até ao final do ano, sendo renovável em cada seis meses de acordo com a classificação dos atletas no ranking olímpico.