Pedro Figueiredo em 12º mas segura nº1 do Pro Golf Tour

Pedro Figueiredo manteve a liderança na Ordem de Mérito do Pro Golf Tour, o circuito germânico que se reforçou como a mais conceituada das terceiras divisões do golfe europeu, depois de, na semana passada, ter anunciado que, doravante, quem vencer três torneios numa mesma época sobe automaticamente ao Challenge Tour, a segunda divisão.

“Figgy”, apesar de ser o nº1 do ranking, ainda não ganhou nenhuma etapa, mas tem sido o mais regular, com três 2º lugares e mais dois top-10 em sete torneios disputados.

Só em dois torneios não conseguiu terminar na elite dos dez primeiros classificados e um deles foi exatamente o último em que participou, o Open Océan, de 30 mil euros em prémios monetários, realizado na estância balnear marroquina de Agadir.

O jogador do Sport Lisboa e Benfica encerrou a prova no grupo dos 12º classificados, com 213 pancadas, a Par dos percursos Garden e Dunes do Golf de l’Océan, após voltas de 74, 68 e 71, com 11 birdies e outros tantos bogeys.

No primeiro dia, o profissional da Navigator fez uma das suas raras voltas acima do Par no Pro Golf Tour de 2017 e nos dois dias seguintes retificou a situação, mas o site especializado “Golftattoo” explicou o que se passou nos primeiros 18 buracos:

«Pedro Figueiredo teve azar, porque de manhã esteve um bom dia, mas às 12h30 o vento levantou-se e o campo tornou-se bastante complicado. Saindo às 13h10, o português viu-se prejudicado e as rajadas chegaram a atingir os 50km/h. Teve (também) sorte porque livrou-se do que poderia ter resultado num acidente grave. Quando estava a jogar o buraco 13, uma árvore de grande dimensão caiu para o meio do respetivo fairway. “Um perigo”, comentou “Figgy”. Ele e os seus parceiros de grupo viriam a contorná-la e acabaram o buraco antes de a jornada ser interrompida».

O profissional do Quinta do Peru Golf & Country Club reforçou hoje ao Gabinete de Imprensa da FPG que «esteve, de facto muito vento, sobretudo nos dois primeiros dias», mas não atribuiu apenas responsabilidades ao vento por não ter terminado no top-10:

«Não estive tão bem do tee como tenho estado e isso custou-me alguns bogeys. Falhei muitos shots à esquerda. Tirando isso, estive bastante bem, mas esses shots acabaram por prejudicar-me em 5 ou 6 pancadas durante o torneio».

O 12º lugar, empatado com mais quatro jogadores rendeu-lhe um prémio de 554 euros e o seu estatuto de nº1 do circuito deve-se a um total de 11.208,17 pontos (ou euros). O suíço Marco Iten, o nº2, está a cerca de 800 pontos atrás.

No ranking mundial, hoje publicado, como só o top-5 de cada torneio do Pro Golf Tour pontua, Pedro Figueiredo perdeu 3 posições, surgindo agora no 715º lugar, com uma média pontual de 0,18, sendo o 3º melhor português, depois de Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima.

O Open Océan foi ganho pelo holandês Dylan Boshart, com 208 (69+69+70), -5, que embolsou 5 mil euros por ter superado por 1 única pancada o seu compatriota Maarten Bosch (69+71+69) e o checo Stanislav Matus (71+71+67).

O próximo torneio do Pro Golf Tour é o Open Tazegzout, que começa já na quarta-feira, em Agadir, no Tazegzout Golf, igualmente com 30 mil euros em prémios monetários.

Hugo Ribeiro / FPG
Fotografia: Da autoria de golfsupport.nl e publicada pelo Pro Golf Tour nas redes sociais

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