Selecção de amadores segura vantagem mínima

A formação da Federação Portuguesa de Golfe comanda por 5,5-4,5 diante da PGA de Portugal. Título decide-se com os 10 singulares de amanhã

Selecção nacional de amadores parte amanhã (sexta-feira) para o último dia da Taça Manuel Agrellos, dedicado aos singulares, com uma vantagem mínima de 5,5-4,5 sobre a sua congénere de profissionais.

O Hotel & Golf Resort, em Palmela, acolheu hoje (quinta-feira) uma jornada dupla, destinada aos pares, com ‘fourball’ de manhã e ‘foursomes’ à tarde.

A equipa da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), capitaneada pelo seleccionador nacional Nuno Campino, conseguiu uma vantagem matinal de 3-2 que veio a revelar-se decisiva, pois de tarde os dois conjuntos empataram a 2,5.

Tudo será decidido nos singulares de amanhã, 10 confrontos aliciantes entre os melhores golfistas portugueses.

«Está um resultado interessante porque estamos separados por apenas 1 ponto, pelo que vai tudo em aberto para o último dia», comentou o seleccionador nacional da FPG, que elaborou a sua lista de saídas para amanhã com a preocupação de «ganhar o Match o mais rapidamente possível, colocando bons jogadores no início e no meio» da jornada.

José Maria Jóia, que joga pela Universidade Central da Florida (UCF) nos Estados Unidos, e Tiago Rodrigues, que foi o melhor amador no último Campeonato Nacional de Profissionais, foram os heróis dos ‘fourball’, derrotando Tiago Cruz e Nelson Cavalheiro por 4/3 (4 buracos de vantagem com apenas 3 por se jogar).

Este ponto foi fundamental para os amadores, uma vez que todos os outros embates resultaram em empates, distribuindo meio ponto para cada selecção.

«Entrámos demasiado a perder e ao fim de cinco buracos já perdíamos em 4 ‘matches’, pelo que até fiquei contente com a capacidade dos meus jogadores recuperarem, ao ponto de termos empatado 4 dos 5 duelos da manhã», frisou, algo aliviado, o presidente da PGA de Portugal, José Correia, capitão da selecção de profissionais.

Bem diferente foi a história nos ‘foursomes’ vespertinos, nos quais Nuno Campino manteve os conjuntos da manhã, enquanto José Correia fez alterações substanciais.

«À tarde, quando dobrámos os primeiros 9 buracos íamos na frente em quase todos os ‘matches’, mas acabámos por só vencer dois», referiu José Correia.

O primeiro confronto do dia foi, aliás, para os amadores João Carlota e Vítor Lopes, por 2 buracos sobre Luís Franco e Almerindo Sequeira, fazendo com que, nessa altura, a FPG tivesse uma vantagem de 4-2 no resultado agregado.

Mesmo assim, Nuno Campino considera que a formação adversária merece elogios pelo que conseguiu à tarde: «é verdade que estava à espera de melhor porque os amadores estão mais habituados a jogar ‘foursomes’ mas o golfe é mesmo assim».

Dois embates foram particularmente emotivos. Os irmãos Hugo Santos e Ricardo Santos, que representaram Portugal na última Taça do Mundo de profissionais, chegaram a estar a perder por 3 buracos frente a Tiago Rodrigues e José Maria Jóia, os heróis da manhã, mas depois os profissionais ganharam os buracos 11, 12, 16 e 17 e alcançaram uma vitória que poderá vir a revelar-se importantíssima amanhã.

«Perdemos esse duelo assim, mas também compensámos com a vitória do Rafael Gaspar e do Gonçalo Costa, que também perdiam por 3 buracos com o Tó Rosado e o Tiago Cruz e acabaram por vencer no buraco 18. Estou bastante contente com a minha equipa e vi os jogadores alegres, confiantes e com vontade de ganhar os seus pontos», declarou Nuno Campino, ele próprio o ex-campeão nacional de amadores e de profissionais.

José Correia, por seu lado, destacou «o triunfo do Nélson Cavalheiro e do João Pedro Carvalhosa, dois profissionais de ensino (treinadores), que tiveram de defrontar e derrotaram o Ricardo Melo Gouveia, um dos melhores amadores do Mundo, e o Gonçalo Pinto, o bicampeão nacional amador que até já ganhou um torneio de profissionais este ano. E note-se que foi um sucesso claro por 3/2. Esse não era um ponto expectável e acabou por cair para o nosso lado».

«De resto – acrescentou o presidente da PGA de Portugal – os resultados de hoje denotam um enorme equilíbrio, fazendo com que a vitória venha a residir em pequenos detalhes e em decisões que farão a diferença».

Uma dessas decisões poderá ser o escalonamento dos ‘singles’ de amanhã: «Tive preocupação de colocar os supostos melhores do meio da tabela para o fim porque tudo poderá ser decidido nessa ponta final do dia, quando a pressão for maior. Mas, atenção, que estou confiante em ganhar também alguns pontos de manhã».

Os resultados completos dos ‘fourball’ foram os seguintes:

Hugo Santos/José Dias (PGA)-Miguel Gaspar/Pedro Almeida (FPG), A/S (empate); Ricardo Santos/Almerindo Sequeira (PGA)-Gonçalo Costa/Rafael Gaspar (FPG), A/S; José Maria Jóia/Tiago Rodrigues (FPG)-Tiago Cruz/Nélson Cavalheiro (PGA), 4/3; António Rosado/Luís Franco (PGA)-Gonçalo Pinto/Ricardo Melo Gouveia (FPG), A/S; João Pedro Carvalhosa/António Sobrinho (PGA)-João Carlota/Vítor Lopes (FPG), A/S.

 

Os resultados completos dos ‘foursomes’ da tarde foram os seguintes:

João Carlota Vítor Lopes (FPG)-Luís Franco/Almerindo Sequeira (PGA), 2up (2 buracos); José Dias/António Sobrinho (PGA)-Pedro Almeida/Miguel Gaspar (FPG), A/S; Nélson Cavalheiro/João Pedro Carvalhosa (PGA)-Ricardo Melo Gouveia/Gonçalo Pinto (FPG), 3-2; Rafael Gaspar/Gonçalo Costa (FPG)-Tiago Cruz/António Rosado (PGA), 1up; Hugo Santos/Ricardo Santos (PGA)-Tiago Rodrigues/José Maria Jóia (FPG), 3-1.

A Taça Manuel Agrellos arrancou ontem (quarta-feira) com o Pro-Am, onde foi logo patente a força da equipa amadora, dado ter sido o jogador da FPG, Rafael Gaspar, a vencer, ao lado de João Freitas e Jorge Narciso, com 82 pontos ‘stableford net’.

No jantar oficial de ontem, o homenageado, Manuel Agrellos, presidente da FPG, relembrou que esteve ligado aos profissionais e aos amadores na sua carreira de dirigente desportivo, como «presidente da Associação Europeia de Golfe e da PGA da Europa» e garantiu que «os problemas são os mesmos. Somos todos da mesma família e nestes tempos difíceis que atravessamos só unidos poderemos superar as dificuldades».

 

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