Gonçalo Pinto em destaque Hugo e Rafael perseguem
Gonçalo Pinto isolou-se na liderança do Campeonato Nacional que a PGA de Portugal está a organizar em conjugação com a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) no Golf & Country Club Quinta do Peru, Azeitão.

A segunda volta foi uma autêntica provação para jogadores e organizadores, pois apesar de ter começado com sol, foi fustigada por uma forte chuvada durante grande parte da jornada, ao ponto de Salvador Costa Macedo, da direcção de golfe da Quinta do Peru, e José Correia, presidente da PGA de Portugal, terem necessitado de ajudar a escorrer a água de alguns greens para evitar a suspensão de jogo.

Gonçalo Pinto totaliza 137 pancadas, 7 abaixo do Par, após uma segunda volta em 69 (-3), sendo o único a bater o Par em dois dias seguintes. Rafael Gaspar e Hugo Santos perseguem-se a 6 pancadas de distância com 143 (-1).

As difíceis condições meteorológicas limitaram os jogadores e hoje só dois lograram bater o Par-72 do campo, Gonçalo Pinto, com 69 pancadas, 3 abaixo do Par, e António Sobrinho com 70 (-2). O madeirense Nuno Henriques e o açoriano Artur Freitas ainda conseguiram igualar o Par.

Hugo Santos e Rafael Gaspar, que no final da primeira volta partilhavam o comando com Gonçalo Pinto, concluíram os segundos 18 buracos em 75 (+3), mas ainda são eles os principais rivais de Gonçalo Pinto.

Amanhã (sexta-feira), no último dia de prova, os amadores Gonçalo Pinto e Rafael Gaspar e o profissional Hugo Santos irão integrar o último grupo, sendo que o bicampeão nacional amador parte com uma confortável vantagem de 6 pancadas. Não sendo uma diferença intransponível, os outros dois candidatos sabem que não será fácil desalojá-lo.  

«Vou continuar a focar-me apenas em mim próprio e não olhar para o resultado do lado, mas sempre com garra», comentou Hugo Santos, o bicampeão europeu de profissionais de clube.

«A esperança é a última coisa a morrer e estar a 6 shots do Gonçalo Pinto não é fácil, mas sinto-me a jogar bem e num torneio deste nível já ficaria satisfeito com um top-2», declarou Rafael Gaspar

Gonçalo Pinto, por seu lado, jogou com um pullover da EGA, referente à selecção da Europa de amadores, e mostrou toda a sua confiança: «Estou a fazer o meu jogo, foi um grande resultado dadas as condições meteorológicas, apesar de não ter jogado tão bem como ontem. Sei que amanhã posso ganhar se continuar a jogar a este nível».

Em relação à segunda volta de hoje (quinta-feira), o amador do Clube de Golfe de Vilamoura fez apenas dois bogeys (nos buracos 9 e 10), para cinco birdies (2, 5, 6, 17 e 18), marcando desde cedo a diferença em relação ao resto do field: «Comecei logo muito bem, a fazer fairways e greens nos primeiros seis buracos e já ia então com 3 abaixo do Par. Hoje patei muito bem. Dei um mau shot no 9 e cometi outro erro no 10, mas a reviravolta deu-se quando tive um mau break, com más saídas no 13, 14 e 15, mas consegui salvar o Par nesses três buracos, para depois acabar em grande com dois birdies».

Exactamente o contrário do que se passou com Rafael Gaspar, o amador do Belas Clube de Campo, com birdies no 5, 10 e 15 e bogeys no 3, 16 e 17 e, sobretudo, um triplo-bogey no 13: «Depois de ter concluído os últimos 10 buracos da primeira volta em -5, comecei bem hoje e cheguei aos 10 primeiros buracos com -1, mas no 11 e no 12 falhei putts de um metro para birdie, depois no 13 sofri aquele triplo e logo aí esvaiu-se a confiança. Não foi por a chuva ter aparecido no buraco 12, foi mesmo por aquele buraco 13 ter-me dado a volta à cabeça».

Já o profissional da PressPeople, Hugo Santos, com seis bogeys (buracos 3, 7, 8, 9, 11 e 15) e apenas três birdies (4, 5 e 13), não teve um momento a definir a volta, como aconteceu com Pinto e Gaspar, sentindo que nunca esteve ao nível do dia anterior: «Patei muito mal e foi essa a diferença em relação a ontem. Do tee ao green não comprometi».

O Campenato Nacional de Seniores manteve o mesmo líder da primeira volta, José Dias, com 152 (+8), que caiu na classificação geral para o 14º lugar, após uma segunda volta em 78 (+6). O seu perseguidor mais próximo é Elídio Costa, com 160 (+16).

Quanto ao Campeonato Nacional de Senhoras, que arrancou hoje, tem o comando partilhado por duas estrangeiras, ambas com 78 (+6), a britânica Kirsty Fisher e a belga Vicky Tomko, esta última namorada do melhor madeirense, Nuno Henriques. A melhor portuguesa é a ex-campeã nacional amadora, Magda Carilho, a jogar no seu home course, que surge no terceiro posto com 80 (+8).

A terceira jornada começa amanhã às 09H00, com o torneio feminino a sair do tee do buraco 10, enquanto o masculino arranca do tee do 1. O grupo de líderes parte às 10H30.

O dia 17 será reservado ao PT Negócios PGA Pro-Am, com 24 equipas, lideradas pelos melhores profissionais dos dias anteriores.

 


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FOTOS: Vicky Tomko, Gonçalo Pinto e José Dias

ASSINATURA DE FOTOS: FPG

 

GABINETE DE IMPRENSA DA PGA DE PORTUGAL